Embaixadores Digitais. O que são?

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O boca-a-boca continua a ser uma das estratégias mais eficazes de marketing, mas no mundo online é possível este tipo de estratégia? Faz sentido sequer?

Comecemos com o seguinte cenário no Linkedin:

  • O José tem 3.000 seguidores
  • O Miguel tem 2.000 seguidores
  • A Mariana tem 4.000 seguidores
  • A Soraia tem 6.000 seguidores

O que têm estas pessoas em comum? Trabalham todas na mesma empresa.

Imagine-se agora que essa empresa tem apenas estes 4 funcionários como seguidores na sua página de Linkedin.

Sempre que a empresa faz uma publicação no Linkedin, tem como potencial alcance estas 4 pessoas, no entanto, se o José decidir partilhar essa mesma publicação, o Miguel, a Mariana e a Soraia fizerem o mesmo, qual o resultado?

De 4 potenciais utilizadores alcançados passamos agora para 15.000.

A matemática não engana! (apesar do algoritmo não ser assim tão linear, no entanto é fácil perceber que as partilhas (e não só) aumentam o alcance)

Ser embaixador digital de uma marca é contribuir para a notoriedade da mesma, para difundir os seus conteúdos através da interação, da partilha.

Se levamos alguém a partilhar o nosso conteúdo é porque estamos a conseguir despertar uma ação e, deste modo, a aumentar o alcance das publicações. Este é um dos pontos essenciais dos embaixadores das marcas, partilham o conteúdo porque se identificam. São um buzz da marca.

Outro dos pontos que caracteriza o embaixador de uma marca é denominado de “employe advocacy”, ou seja, aqueles que, de certa forma, são os defensores da marca e exercem um tipo de advocacia quando se tratar de defender a mesma.

Temos um exemplo muito próprio entre Apple e Samsung. Todos nós observamos a luta titânica entre os aficionados de Android e iOS sempre que uma destas marcas lança um novo smartphone. As marcas ficam a assistir à troca de galhardetes entre os seus defensores sem precisarem de investir um tostão, sem precisarem de se intrometer sequer. Durante longos períodos os seus consumidores esgrimem argumentos para justificar que uma é melhor do que a outra.

Se uma marca conseguir colocar os seus consumidores/colaboradores a exercer advocacia online perante a concorrência, de forma gratuita, é sinal que está a impactar os clientes de forma correta e a corresponder às suas expectativas. Eles identificam-se de tal forma, que espontaneamente acabam por fazer frente a tudo e a todos para protegerem a “sua” marca.

Este embaixadores digitais são então importantes para as marcas? Serão mesmo necessários?

Sem dúvida e são um ponto muito importante numa estratégia de Social Selling.

Há quem diga (e eu também concordo) que o melhor marketing continua a ser o boca a boca. Se elevarmos isto para o campo digital, passamos então a chamar-lhe o “E-boca a boca” efetuado por esses embaixadores digitais.

As empresas não devem olhar apenas para fora, têm de se concentrar também internamente nesta questão e perceber que são os seus colaboradores os primeiros a defender e valorizar a marca no digital (pelo menos deveria ser assim), seja através de partilhas dos seus conteúdos, seja através da criação dos próprios conteúdos, que, por sua vez, devem acrescentar valor a si próprios e, consequentemente, à empresa.

A questão principal é “O que tenho para oferecer e como consigo ajudar?”

Partilhe as suas próprias imagens e vídeos em vez de partilhar o conteúdo de outra pessoa. Interagir, relacionar, acrescentar valor e nutrir as conexões.

Fica claro, uma vez mais, que o conteúdo continua a ser o factor de diferenciação.

Se uma empresa conseguir colocar os seus colaboradores a fazer isto perante a sua marca/produtos/serviços então está claramente um passo à frente da concorrência.

Podia também falar de “digital influencers” dentro deste tema, mas vou deixar para uma próxima…

 

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